Jane Eyre, de Charlotte Brontë

“I care for myself. The more solitary, the more friendless, the more unsustained I am, the more I will respect myself.”

O Morro dos Ventos Uivantes é um dos meus livros preferidos, mas mesmo assim nunca fui atrás das obras das outras irmãs Brontë.

Comecei a ler Jane Eyre depois de assistir Três Vezes Amor. Nesse filme, uma das personagens vive de sebo em sebo a procura de um exemplar do livro com uma dedicatória do pai. Durante a busca, ela passa a colecionar edições diferentes da obra, que também lê todos os anos. Foi com essa estória que finalmente quis saber o que Charlotte Brontë teria a dizer.

Jane Eyre é, segundo a própria autora, “uma autobiografia”. O livro vai da infância até a idade adulta da protagonista. E que infância! Como não se emocionar, por exemplo, com a amizade entre Jane e Helen Burns?

“It is in vain to say human beings ought to be satisfied with tranquillity: they must have action; and they will make it if they cannot find it. Millions are condemned to a stiller doom than mine, and millions are in silent revolt against their lot. Nobody knows how many rebellions besides political rebellions ferment in the masses of life which people earth. Women are supposed to be very calm generally: but women feel just as men feel; they need exercise for their faculties, and a field for their efforts, as much as their brothers do; they suffer from too rigid a restraint, to absolute a stagnation, precisely as men would suffer; and it is narrow-minded in their more privileged fellow-creatures to say that they ought to confine themselves to making puddings and knitting stockings, to playing on the piano and embroidering bags. It is thoughtless to condemn them, or laugh at them, if they seek to do more or learn more than custom has pronounced necessary for their sex.”

Depois desse trecho, Brontë me ganhou de vez. Ao contrário da Cathy, personagem interessante mas com quem é difícil simpatizar, Jane é uma protagonista de personalidade forte e fácil identificação. Torci muito para que ela tivesse um final feliz.

Não esperava encontrar num livro de 1847 uma mulher tão independente a ponto de querer conquistar sozinha, com seu trabalho, um lugar ao sol. Casar com um marido rico era um objetivo que nem passava pelos seus planos. Um embrião de feminismo, talvez, ou apenas um traço de personalidade?

“I do not think, sir, you have any right to command me, merely because you are older than I, or because you have seen more of the world than I have; your claim to superiority depends on the use you have made of your time and experience.”

E Jane Eyre se tornou um dos meus livros favoritos. Agora preciso assistir os filmes, as séries da BBC… :D

“If all the world hated you and believed you wicked, while your own conscience approved of you and absolved you from guilt, you would not be without friends.”

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