Algumas palavras sobre o fim do Google Reader

O anúncio, na semana passada, de que o Google Reader está com seus dias contados (pode anotar: 01/07/2013) pegou a todos de surpresa. Desta vez não era um serviço pouco utilizado ou que ninguém tinha ouvido falar: ao longo dos anos, o GReader havia se consolidado como o principal leitor de RSS da web.

Mesmo sendo um choque, não é como se o Google tivesse demonstrado no passado que realmente se preocupava com o site: em 2011, eliminou uma das suas melhores funcionalidades, os Itens Compartilhados, para favorecer o recém-criado Google+. Fiquei bem chateada, porque todo dia recebia ótimas notícias recomendadas pelos meus contatos e achei que nunca encontraria um substituto.

Porém, depois veio o Twitter… e acabei esquecendo da existência do leitor de feeds do Google, tanto que nem lembrava mais que ainda o usava no Flipboard. E agora? “Ah, mas é só ler esses blogs no Google Currents!” O app piora a cada atualização, trava muito e não consegue nem ampliar uma imagem sem que tenha que abrir a página no navegador!

O fato é que quem está acostumado com a interface e a forma de leitura e filtragem de um leitor de RSS não vai se contentar com um Flipboard ou Currents (com suas interfaces que mais lembram uma revista) ou com um Twitter ou Facebook (que são ótimos para a descoberta social de links, mas falham no acompanhamento de todas as publicações de uma só fonte em tempo não-real, que é onde os feeds RSS brilham).

É triste ver o Google encerrando uma iniciativa que usa um formato aberto para favorecer uma plataforma fechada como o Google+… E se a gente pensar em países onde o Reader é uma alternativa à censura na Internet, a perda parece ainda maior. O site não é nosso, é da empresa, e o dinheiro fala mais alto. O Google Reader pode estar morrendo (e o Google pode estar também dificultando a descoberta de feeds no Chrome) mas, para o bem da Internet livre e aberta, o RSS não pode ter o mesmo fim. Com novos projetos como o do Digg, quem sabe tudo isso vai ter seu lado positivo e ser nada mais que o início do renascimento do formato.

Atualizado em 20/03/2013: novo link sobre a extensão de descoberta de feeds RSS do Chrome.

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